O caminho comprovado para se tornar milionário
Poupar e investir é o caminho escolhido menos vezes e o mais amplamente acessível. O que os juros compostos fazem ao longo de décadas, em uma tabela e dois gráficos.
- Como as pessoas se tornam milionárias?
- Poupar e investir é o mais simples e o mais confiável dos caminhos.
- Como funcionam os juros compostos? Dê tempo a eles.
- Um exemplo de como você poderia ter se tornado milionário. Ou ainda pode.
Os Estados Unidos têm 22 milhões de milionários, pelos números de 2021. Segundo a pesquisa de Tom Corley, há quatro caminhos principais até um patrimônio de sete dígitos entre as pessoas que o construíram por conta própria em vez de herdá-lo. Corley acompanhou 233 pessoas ricas ao longo de cinco anos — um recorte de quem se fez sozinho, e não uma estatística nacional.
- Poupar e investir — 22% dos milionários
- Perseguir um sonho (atores, escritores, músicos) — 28%
- Os escaladores, que construíram carreira dentro de empresas de sucesso — 31%
- Os virtuoses, os médicos e advogados renomados — 19%
Esse caminho é escolhido menos vezes que os outros: 22% contra 31% dos escaladores. Também é o mais acessível.
Por quê? Porque poupar depende do seu próprio comportamento e da sua disciplina. Isso é algo que você controla. As outras receitas dependem muito de coisas que você não controla: sorte, talento, contatos.
Como juntar R$ 1 milhão?
Não dá para juntar. Para a maioria de nós, isso está fora de alcance.
Mas existe um mecanismo que transforma algumas dezenas de milhares em um milhão sozinho. Ele não pede nada de você. Os juros compostos fazem o trabalho.
Como funciona
Os juros compostos se comportam como uma bola de neve, somando ao seu capital a cada volta — a cada mês, a cada ano. Um exemplo:
Aplique R$ 25.000 a 10% ao ano. Depois de um ano você tem R$ 2.500 de juros e R$ 25.000 + R$ 2.500 = R$ 27.500 na conta. No ano seguinte os juros são R$ 2.750, ou seja, R$ 250 a mais que no ano anterior. Depois de dez anos, os R$ 25.000 viraram R$ 64.844; no décimo quinto ano passam de R$ 100.000; e no quinquagésimo chegam a R$ 2.934.771.
| Ano | Na conta | Juros naquele ano |
|---|---|---|
| 1 | R$ 27.500 | R$ 2.500 |
| 5 | R$ 40.263 | R$ 3.660 |
| 10 | R$ 64.844 | R$ 5.895 |
| 15 | R$ 104.431 | R$ 9.494 |
| 20 | R$ 168.187 | R$ 15.290 |
| 30 | R$ 436.235 | R$ 39.658 |
| 40 | R$ 1.131.481 | R$ 102.862 |
| 50 | R$ 2.934.771 | R$ 266.797 |
Aqui está a mesma coisa em um gráfico. Devagar no começo: nos primeiros quinze anos a linha mal descola do zero. Depois disso, a mesma taxa acrescenta cada vez mais em dinheiro, e por volta do trigésimo ano o crescimento é visível de relance.
Como acelerar
Há um jeito de tornar o crescimento consideravelmente mais rápido. Adicione dinheiro à conta todo mês. Com R$ 500 por mês — R$ 6.000 por ano — a conta passa dos primeiros R$ 100.000 em menos de sete anos e chega a quase R$ 512.000 no vigésimo ano. Os milhões vêm depois disso.
O link abaixo permite testar a sua própria quantia inicial e aportes mensais ou anuais, e ver quanto tempo leva a sua própria meta.
A calculadora de juros compostos — quantia inicial, aportes, anos e uma meta. Ela usa o mesmo modelo da tabela e dos gráficos acima.
Em resumo
Juros compostos e tempo transformam R$ 25.000 em vários milhões de reais ao longo de algumas décadas sem exigir mais nada de você.
Esses milhões precisam ser contados com a inflação em mente. Com os preços subindo 3% ao ano, R$ 2,93 milhões em cinquenta anos são cerca de R$ 670.000 em dinheiro de hoje, e R$ 512.000 em vinte anos são por volta de R$ 283.000. O mecanismo continua funcionando; em meio século, os números no papel parecem maiores do que o que vão comprar de verdade.
Riqueza nesse prazo pertence mais aos seus filhos do que a você — a espera é longa.
Se você quer aproveitar a liberdade financeira você mesmo, adicione dinheiro à sua conta de investimentos regularmente. Isso acelera o crescimento consideravelmente.
Quanto antes você começar, antes chega lá.
Uma ressalva importante
Tudo acima demonstra a mecânica dos juros compostos com números redondos. Não é recomendação de investimento. Não sabemos nada sobre a sua idade, a sua renda, as suas obrigações, nem por quanto tempo você consegue de fato deixar dinheiro guardado.
Dez por cento ao ano é a média de longo prazo da bolsa americana, e ninguém garante essa taxa. Anos isolados perdem dinheiro, e vários anos ruins em sequência mudam o resultado mais do que uma curva suave num gráfico sugere.
Um depósito bancário funciona diferente. Sua taxa é fixa pelo prazo contratado, muda com a taxa do banco central na renovação e costuma ficar bem abaixo dos retornos da bolsa — ainda mais em dólares. Nenhum depósito paga dez por cento constantes por meio século.
Onde colocar o dinheiro e por quanto tempo é decisão sua, sozinho ou com um assessor licenciado.